26 de fevereiro de 2009

Tullius Detritus.




Por vezes a ficção serve de referência aos políticos. No caso dos socialistas açorianos o caso é mais grave, uma vez que esta governação não é mais que pura ficção. Vai daí, o César – ávido imitador do seu homónimo da Antiguidade – lembrou-se de ressuscitar a figura do Marcus Tullius Detritus, um intriguista da pior espécie que surge no 15.º volume da colecção do Astérix (A Zaragata).

Na peripécia original, o Marcus Tullius Detritus - reputado criador de desavenças e mal-entendidos - tenta semear a discórdia na aldeia gaulesa do Astérix. Depois de muitas confusões, o Detritus é desmascarado e as legiões de César são novamente vencidas.

Na adaptação açoriana desta aventura do Astérix, o papel do Marcus Tullius Detritus é desempenhado pelo Dr. André Bradford, distinto Secretário da Presidência, que não encontrou melhor ocupação que citar as poucas referências que fiz às outras forças da oposição açoriana no livro que escrevi o Verão passado: “Excertos de uma Oposição Monárquica ao Regime Cesarista Açoriano”.Este livro é, em mais de 99% do seu conteúdo, dedicado à denúncia – que se pretende bem-humorada - do actual regime cesarista açoriano.

O propósito do Detritus açoriano é causar a discórdia no campo da oposição parlamentar. De certa forma, a reacção da Mercearia César mostra que a estratégia está a resultar.Não deixo, no entanto, de reconhecer que alguns dos meus artigos podem ser considerados autênticos casus belli por parte dos visados. Ainda assim, a minha atenção continuará totalmente centrada no combate político ao cesarismo açoriano. Nem sequer tenho tempo para mais nada.

O Dr. André Bradford também deveria ter mais que fazer. Não acha?

Publicado por Paulo Estevão em 25 de Fevereiro de 2009

Sem comentários:

Arquivo do blogue